sexta-feira, 23 de maio de 2014
Construção
Aqui sem sono, devolvo a mim, palavras roubadas pela razão. Se de forte imagem me faço, de fraco e temeroso é o coração. Da liberdade e do amor pleno, caminho sem busca, mas com a certeza do encontro dos sentimentos e formatos, não das pessoas. Já vi suas lágrimas, que a mim marcaram, construíram também você em mim. Minha passionalidade, meu querer bem me impedem de a ti impor esse meu. Necessito, é certo, de nós, do todo em nós pra sentir-me eu e fazer-te tu. Te ver me rasga o racional, expõe o mais puro inconsciente, me estremece a carne e tumultua a mente. Querer-te é a imposição mais bela que me aconteceu. Sim, imposição, obrigação dos nossos corpos e das nossas histórias, imposição real do evoluir. Assim, na dúvida, o corpo desfalece em pormenores, ri da confusão e torna tudo ainda mais tumultuado. Quando me perguntas, pois, se estou apaixonado, minha resposta não poderia ser diferente. Estás em mim assim, deixando-me meio aqui, meio ali, totalmente eu.
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