Precisava ler um poema que me lembrasse você, que me fizesse olhar para o céu e pra constelação impressa na sua pele como um sinal de especialidade, como um chamariz para que todos a ti recorram e encontrem doces versos dóceis que pulam aos dedos se não presos com força. "Fechem a mão, camaradas! Não deixem a sutileza escapar!", grito por dentro. Em dias de razão, tê-la é conhecer uma licença poética frente a frente, re-sentir a infância, segurar um sapo na mão com um sorriso de primeiro lugar no pódio.
Precisava ver um filme que me lembrasse você, que me surpreendesse numa noite ou manhã qualquer com uma frase que por si me fizesse calar e chorar, que me deixasse em mim durante alguns minutos. A necessidade de manter abertos os olhos, de prender a visão em você em busca da sensibilidade que a próxima cena vai trazer, não posso fechar as vistas, pode ser agora.
Na arte, no sol, no livro: você. De versos rimados, frases espontâneas e carinho na pele. Um quadro surreal fixado nas paredes da habitualidade: genial, profundo e risonho; meu por ter a mim cativado; de todos por ser impossível não cativar.
Na beleza do falar, na poesia do existir, te ler de-va-ga-ri-nho para decorar os traços e ligar os teus sinais. A vida é mais feliz contigo.
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