terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Paradoxo apaixonante

Pensava que sabia proteger, ser fiel, que sabia amar: não sabia. Ela tão experiente, tão adulta, independente e forte sorria manhoso e vergonhosamente para ele: crente da vida. Caminhos em muito diferentes, palavras tão iguais, um encontro e se viram mais próximos, até geograficamente, surgia amor. Linda sempre foi e apesar de aparente madurez, derramou-se em inocência, inocência pelo não vivido, pelo descontato, pelo receio de errar, medo da repetição. Ele que de pronto se apaixonou, assimilou a inocência como qualidade extrema e encontrou o que mais buscava: humanidade. Em grandes noites deparou-se com a mistura quase paradoxal da ingenuidade e da carne, sua beleza só aumentou e de logo formaram vidas difíceis de descruzar, complicadas de descrever sem referenciar um ao outro. Compartilharam pedaços de nostalgia, sentimento e filosofia assim, simploriamente, em conversas brandas, entre risos e respingos de alma. Recaíram como crianças, laços fortes demais, amor difícil de definir. Encontraram confiança entre luas e mares, viajaram em ondas de afeto no lugar deles, o melhor lugar do mundo. Ele que não sabia amar, encontrou o amor e a verdadeira fidelidade nela, um paradoxo apaixonante. Brincadeiras inusitadas, palavras fragmentadas e abraços apertados: um amor encontrado na vida: difícil de desfazer.

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